Sony desenvolve tecnologia que permite a criação de Blu-rays com até 1 TB de dados

Enquanto para muitos possuir um reprodutor de discos Blu-Ray em casa não passe de um sonho distante, há bastante tempo já se fala em tecnologias capazes de tornar os discos azuis uma coisa do passado. Exemplo disso é o padrão BDXL, que ao utilizar discos com três ou quatro camadas consegue disponibilizar até 128 GB de espaço para gravação (clique aqui para ler mais sobre a tecnologia).

Porém, essa tecnologia que já impressiona por disponibilizar a capacidade de um disco rígido em um simples Blu-ray parece superada antes mesmo do lançamento. Ao menos se depender do anúncio da Sony que, junto com a Universidade de Tohoku, desenvolveu um novo laser capaz de aproveitar de forma muito mais eficiente a densidade de um disco comum.

Enquanto padrões como o BDXL aumentam o espaço disponível ao disponibilizar mais camadas ao disco (o que os torna incompatíveis com os reprodutores atuais), a Sony apostou em outra maneira de aumentar a eficiência do método de gravação. Em vez de aumentar o tamanho dos discos, a empresa decidiu aumentar a eficiência do laser utilizado.

Blu-Rays com até 1 TB de armazenamento

Assim como o laser utilizado para a gravação de um Blu-ray tradicional, a nova tecnologia utiliza um comprimento de onda de 405 nanômetros (para ter noção da escala, um nm equivale a um bilionésimo de metro). A diferença fica para a duração dos pulsos ópticos, com a duração de somente três picossegundos (um picossegundo equivale a um bilionésimo de segundo).

O novo equipamento possui uma potência de saída de até 100 watts, com frequência de até 1 gigahertz. Pode parecer pouco para quem está por dentro do assunto, mas esta capacidade de saída é cerca de cem vezes maior do que o método de gravação utilizado atualmente. Isto faz com que a capacidade de gravação seja em teoria até 20 vezes maior do que a de um Blu-ray tradicional, podendo chegar a 1TB em um disco de camada simples.

Embora existam outros métodos que já utilizam lasers de alta potência empregados principalmente em pesquisas científicas, a fonte de luz utilizada costuma ser muito grande e exige a presença de um técnico especializado para se certificar de que a operação acontece corretamente.

A Sony alega ter resolvido esse problema ao utilizar uma tecnologia que incorpora diodos semicondutores ao sistema de lasers, tornando-o mais estável e próprio para utilização em um leque muito grande de aplicações. O novo método também permite que o tamanho da fonte de luz utilizada seja drasticamente reduzido, o que pode significar leitores com dimensões menores se comparados aos atuais, por exemplo.

O novo laser semicondutor de alta potência e velocidade utiliza um método ótico não linear conhecido como “two-photon absorption” (absorção de dois fótons, em uma tradução livre), que acontece como resultado de pulsos óticos de alta intensidade.

Quando a luz é concentrada na lente durante a gravação, é criado um processo que muda propriedades químicas e termais ao redor do ponto de foco do laser, atingindo uma área menor que o diâmetro do ponto de foco da lente em si (se a explicação pareceu incompreensível, é porque realmente se trata de um processo realmente complicado).

Embora entender como o método funciona seja algo difícil e restrito aos especialistas na área, as aplicações práticas são bastante palpáveis. Esta tecnologia permite utilizar de forma muito mais eficiente a superfície de um disco, gravando dados de forma tridimensional – com a utilização de materiais que combinam elementos orgânicos e inorgânicos com propriedades adaptadas ao laser utilizado, o resultado é um espaço muito maior para a gravação de dados.

Os poucos protótipos montados até agora ocupam um espaço gigantesco e custaram em média US$ 100 mil para serem produzidos. Porém, isso tende a mudar, especialmente após a Sony ter sido bem-sucedida na gravação e leitura de dados utilizando a técnica, embora não haja nenhuma informação sobre previsões de quando a tecnologia passará a ser utilizada em escala industrial.

Novo fôlego para a mídia física

O anúncio desta nova tecnologia de gravação vai contar a tendência atual de distribuir conteúdos através dos meios digitais, e mostra que a Sony ainda está disposta a investir em meios físicos durante os próximos anos.

Embora muitos apostassem que o Blu-ray deveria representar a última geração de distribuição de mídias através de meios táteis, é inegável a atração que um disco de 1TB terá sobre os consumidores. Afinal, por mais que discos rígidos de alta capacidade sejam cada vez mais baratos, será muito mais prático ter séries completas e diversos filmes em alta definição em um pequeno disco do que ter que lidar com gerenciamento de um espaço limitado.

ASUS Ares: a placa de vídeo mais poderosa do mundo

Há uma infinidade de montadoras interessadas em abocanhar um pedaço do mercado das placas gráficas, contudo nem sempre as estratégias são eficientes para conquistar os consumidores. A ASUS resolveu fazer uma jogada arriscada e fabricar uma placa que todos consideram um esbanjo em desempenho.

ASUS Ares – Edição limitada, poder ilimitado!

Usando o slogan acima para descrever a nova placa gráfica, a ASUS pretende conquistar um espaço nos computadores dos gamers entusiastas. Qual o segredo da placa? Além de dois processadores gráficos AMD ATI Radeon HD5870, a Ares traz 4 GB de memória RAM do tipo GDDR5 (que trabalha na velocidade de 1,2 GHz). Se você acha pouco, então confira todas as especificações na tabela abaixo:

*Por se tratar do padrão GDDR5, a velocidade é multiplicada por 4 e o clock alcança 4,8 GHz

Toda essa configuração está presente numa placa muito elegante, a qual vem acompanhada de um conjunto (caixa, maleta, manual e mouse) de colecionador. E não é somente os extras que fazem da ASUS Ares uma edição limitada, porém a configuração exagerada não permite que a fabricante se dê ao luxo de montar muitas placas.


Configurações máximas, temperaturas mínimas!

Segundo as informações oficiais na página da ASUS, a nova placa Ares é até 32 % mais rápida que uma AMD ATI Radeon HD5970 genérica (sem modificações). E não é somente papo furado da fabricante, pois os testes do site Guru3D.com informam que a ASUS Ares alcança resultados melhores em todas as avaliações.

Em média a placa consegue 20% a mais do que a concorrente NVIDIA GeForce GTX480 e as placas com processadores Radeon HD5970. Vale salientar que todos os testes apresentados foram realizados com a resolução de 2560 x 1600 e todas as configurações ativadas no perfil Extremo.

Apesar de ganhar por pouco na quantidade de quadros por segundo (FPS), a ASUS Ares apresenta alguns fatos curiosos. Entre eles está o aspecto da refrigeração muito bem executada, que mantém sempre as temperaturas em valores ideais para jogar games por horas a fio – e se desejado efetuar overclock no processador gráfico.

As informações no site da ASUS dão conta de que o sistema de refrigeração da Ares é até 600% melhor do que os sistemas presentes nas placas AMD ATI Radeon HD5970. O site relata que a placa possui 8 heat pipes (pequenos contatos de cobre especialmente modelados para retirarem o calor em excesso do processador gráfico), os quais são 99,9 % livres de oxigênio.

O poder custa caro, muito caro!

Tudo o que é único custa caro e quando se trata de uma Ferrari no mundo das placas de vídeo, não há como cogitar um preço barato. A ASUS Ares será comercializada por 1200 dólares, um valor absurdamente excessivo para uma placa gráfica, mas que pode ser cobrado visto que há consumidores interessados (e com dinheiro suficiente) em tal configuração de hardware.

Sendo assim, a placa oferece 32% a mais de desempenho, mas custa o dobro (ou seja, 200%) de uma AMD ATI Radeon HD5970. Vale lembrar que por ser edição especial, a ASUS Ares traz uma maleta especial e um mouse ideal para gamers.

Obviamente, vale salientar que a ASUS cria estratégias para não ter prejuízos na venda e considerando que tais configurações não são muito requisitadas, dificilmente haverá um grande número de jogadores interessados na ASUS Ares.

Enfim, considerando todos os impostos, taxas e pormenores do Brasil, a placa possivelmente seria vendida por 4 mil reais aqui — ou até mais. Você compraria? Será que vale mesmo investir tanto numa placa gráfica?

Google Me pode abocanhar Orkut e ser a nova rede social do Google

O Orkut como conhecemos pode acabar. Kevin Rose, fundador do serviço Digg, afirmou em seu Twitter que possui fontes fidedignas de que uma nova rede social para competir com o Facebook será lançada pela Google ainda neste ano. Esta rede social agregaria todos os serviços sociais da empresa, incluindo o nosso querido Orkut, e colocaria um ponto final na dispersão das funcionalidades.

A Google, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, tentaria então obter a parcela do mercado que hoje é dominado pelo Facebook (detentor de 400 milhões de usuários ao redor do mundo).

Um serviço paralelo ao Orkut?

O Orkut é, sem margem para dúvidas, a rede social mais utilizada no Brasil, muito mais popular do que Facebook, Twitter e outras de menor expressão. Apesar de esse número de usuários brasileiros ser bastante grande, em escala mundial a rede social da Google fica muito atrás do concorrente Facebook, este possuindo mais de 400 milhões de adeptos.

E mesmo com o recente fracasso do Buzz, a Google parece não ter desistido de correr atrás dos usuários que prosseguem migrando para o Facebook. A maior prova disso está em uma possível modificação de todos os serviços sociais Google, conforme foi divulgado por Kevin Rose, fundador do Digg em seu Twitter oficial.

Rose é conhecido por sempre divulgar rumores que tornam-se reais no futuro. Ele disse que, segundo fontes confiáveis, a Google estaria desenvolvendo um novo modelo de sociabilização pela internet. O tweet dele diz: “OK, umm, huge rumor: Google to launch facebook competitor very soon Google Me, very credible source”, em português: “Hmm, fontes confiáveis dizem que muito em breve a Google vai lançar um concorrente para o Facebook, o Google Me”.

Ou o fim do Orkut?

Este novo recurso não assustaria aos usuários brasileiros, se não fosse por um pequeno detalhe: no Gmail americano já não está mais sendo vinculado o link direto para as contas do Orkut. O que isso quer dizer? Por enquanto são apenas especulações, mas ao que tudo indica, o Google Me vai fazer com que o Orkut seja encerrado.

O que a imprensa norte-americana está imaginando é que, com isso, a Google agregue vários recursos que já estão sendo utilizados há algum tempo, mas por usuários muito esparsos.

Seria o fim do Orkut?

Por exemplo: levando em consideração que todos os usuários do Gmail (mais de 200 milhões) já possuem o Buzz e que 100 milhões acessam o Orkut, o Google Me (que seria automaticamente implantado, assim como o Buzz) já iniciaria suas atividades com mais da metade do número de adeptos do grande rival Facebook.

Google e as redes sociais

Se esses boatos forem confirmados, é possível que a Google esteja assinando sua sentença de morte no mundo das redes sociais. De um lado estão os usuários brasileiros que estão acostumados com o formato atual do Orkut e não parecem demonstrar sinais de satisfação com a possibilidade do fim.

De outro lado, estão os norte-americanos que não conseguem se acostumar às falhas da manutenção na privacidade da rede social. O Google tem acesso a muitas informações relacionadas aos usuários e o medo de um vazamento de dados faz com que muitos sejam avessos a uma rede social anexada ao email pessoal.

Redes sociais sempre movimentam boatos

Independente da origem do usuário, todos esperam ansiosamente por uma informações oficiais dos engenheiros da Google. Não se sabe se as alterações serão impostas a todos, se usuários do Gmail serão colocados no Google Me automaticamente, nem quais serviços serão agregados. Mas a retirada do Orkut dos links nativos do Gmail e o tweet de Kevin Rose fazem com que os boatos corram ainda mais rápido.

Você acha que, caso as informações se concretizem, é possível que os usuários brasileiros migrem sem problemas para esta nova rede social? Ou o fim do Orkut fará com que todos partam em busca do Facebook?